domingo, 5 de junho de 2011

ninguem saia de perto
até que oh o amor chegasse
sem mãos e sem aviso
um adeus vagabundo
me desfazia no ar

não se surpreende com a distância
fisica afetiva
oportunidades de engajamento
um amor de ah temporais

destrinchando valas por eras imaculadas
jarros de liquidos transparentes
festivos embalando oh cores
longos cabelos se prendendo em pétalas de flores
gardência não exagere meça o homem

cave fundo a terra oh a terra
ache tesouros e bagaços e lixo
desfira golpes contra os seus camaradas
jogue os residuos daqueles dias
escorrendo pela pele ah lambendo as pedras

Um comentário:

Rita Loureiro disse...

isso me lembra algo que pensei hoje: cemitérios tem excesso de lembranças enterradas. quando chego no ultimo parágrafo, como se ele pudesse estragar a sensação do resto que é:

algo muito mais doce e bonito, me lembra terra pura, desfeita em mãos de criança, sujando o vestido e o rosto, me lembra ar puro, me lembra ah...amizade;

mas ao chegar neste final e ter essa súbita lembrança ruim, o inicio se converte em algo melhor ainda : )

gosto dos sabores diversos