terça-feira, 7 de junho de 2011

diários derivados

engraçado isso. escrevo como se fizesse uma confidência bem direcionada, bem intencionada. só que, sem sons, apenas tipos e pixels, não tem essas horas em que você se sente soldador, ourives, moldando os metais do mundo objetivando a criação de uma imagem bem especifica que nada mais é que um espelho espiritual que eu chamo de poesia.
deixe, por favor, a poesia reinar sobre as suas articulações, suas veias. seja seu impulso, o improviso, o imprevisto que é tão bonito. como uma máquina que costura desregulada e ninguém sabe que ponto ela vai dar ou uma mão em êxtase criativo que se deixa levar pelo toque na superficie do piano e dance a plenitude cotidiana e o pincel que escorre a tinta do nosso ventre assim como a porrada na cara não esperada quando algumas situações vituais se tornam ringues de boxe permita-se ser a companhia da palavra pelos caminhos desconhecidos. esteja à deriva das suas emoções

Um comentário:

Rita Loureiro disse...

"esteja à deriva das suas emoções"

estar com você é aprender sempre sobre isso. sobre assim estar...

é preciso mesmo uma dose de coragem pra se aceitar vulnerável