domingo, 15 de janeiro de 2012

ovelha negra

staying uncompromissed and straight
hermetic and erect
little by little and
one by one
fierce and all craving
for a bit of a wandering
- around without sorrow

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porque o tédio é um demônio que me come vivo, pedaço por pedaço de minha carne dura e minha existência sanguínea, em forma de fingida introspecção. timidez que me incomoda por não me ser própria como uma coceira dominando toda a extensão da pele castanha. escudo, arma, arranha. o viver abafado. um caldeirão fervente e minha alma boiando. o infeliz estranhamento e não o gozoso ânimo diante do desconhecido

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pois sou ovelha negra/ desprovida de pastor/ me domino sem cajado/ trépida liberdade



2 comentários:

bruniuhhh disse...

liberdade é a palavra-vida

Rita Loureiro disse...

Sobre o que falávamos esses dias... teu tédio. olha só!