sexta-feira, 1 de outubro de 2010
ao estranho indesejado
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
i'm a sinner
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Visão
Em cada olhar, em cada perspectiva, um pouco de mim fica, ou pelo menos imagino que sim.
Me faria enormemente feliz poder me parar à beira da janela e sempre poder enxergar um lugar diferente e esmiuçar vidas diferentes e derivas diferentes. Destinos diversos e caminhos indescritíveis, poiso traçado deles é o traçado da vida e no traçado da vida não há destino - não pense que é a morte. Queria poder abrir a janela e ver a China, ou ver uma parte da floresta amazônica, um vilarejo na Toscana, Queops e Quéfren e suas irmãs mortuárias egípcias, cangurus na Austrália, praias na Indonésia, templos hindus, castelos japoneses de papel - o cimento oriental, o parque municipal de Belo Horizonte, algum paraíso escondido no México, um gêiser islandês, a Jamaica de Bob, um deserto gelado no Alasca, um deserto em fogo como o Saara, ou do Atacama, ou o fogo dentro de mim que vem de Marte. Queria provar o que meus olhos ainda não provaram. Meu paladar virgem e adormecido, minha audição pequena e meu olfato destreinado. Um amor novo e, porque não, diferente.
Experiência.
domingo, 12 de setembro de 2010
Cafés
Prefiro os bares. Todo mundo que vai pra lá é porra louca e perde a linha de verdade. Pose, não gosto de pose.
Para B. D. L. R.
Queria ter a habilidade de expressar meus sentimentos melhor, assim D. saberia de tudo. E, D., me perdoe por não falar dessas coisas contigo direito, não significa que eu não te ame também. Mas é que R. vivenciou tudo comigo, ela sabe mais do que se passa e, de alguma forma bastante natural, acabamos nos tornando confidentes. Me sinto entendido com R.. A nossa evolução, um pouco incerta, mas bastante feliz, tem dado seus sinais de progresso. Espero te encontrar e poder pousar em seus braços, assim. D., te sinto como mãe e irmã. É inevitável pra mim não criar uma família.
Para B., eu não sinto nada de ruim em relação a você mais. Só consigo pensar em coisas boas. Foi um árduo trabalho mental e intelectual pra deixar aquilo de lado, e me fazer só lembrar de tudo bom que nós experienciamos juntos - que foi a grande maioria da nossa vivência, desde sempre. Eu te amo do mesmo jeito. Só preciso recomeçar.
L., você é irmão. Foram poucos dias para você e sua juba leonina adentrarem meu coração. O carneiro o e leão são amigos.
R., nada preciso te dizer. Você sabe de tudo, até do que eu não sei, e mesmo antes de eu saber, ou de acontecer. Você esconde anteninhas por debaixo dessa sua cabeleira escura, brilhante e metamorfoseante.
Que soe brega, mas que sempre vislumbremos belos horizontes, todos nós. Se possível, juntos.
B. é de Bicho.
sábado, 11 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
The Greatest
[...] with a brain that could explain any feeling"
Cat Power
Demorei a perceber que racionalizar as emoções não nos levam a lugar algum. Quanto você mais pensa, elas contradizem e põem em prova toda a sua Razão idiota. Não sei se é inocente ou pretensioso essa de tentar predizer estados emocionais futuros. Ou de tentar ocultar sentimentos. Talvez seja timidez.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Câncer
Fora esse papo, eu ainda acho toda essa estória de zodíaco muito interessante. A forma como as estrelas e as constelações e todos os astros e etecetera se posicionam no momento do seu nascimento e durante a sua vida afetam suas atitudes e emoções é muito interessante. Os signos do zodíaco, pra mim, são mais, ou apenas, um parâmetro de criação de padrões de comportamento baseados nos conhecimentos da astrologia do que qualquer outra coisa. Eu acho muito interessante pesquisar esses padrões de comportamento e perceber as semelhanças entre o que está dito ali e a realidade. Até hoje, nunca me decepcionei. Quer dizer, quando criança, e até poucos meses atrás, eu era decepcionado, sim, com o zodíaco, mas com a sua definição de mim, que eu não achava satisfatória. Eu sou ariano do dia 22 de Março e nunca achei que eu coubesse em todas as características desse signo, como o espírito imperativo de Áries e a liderança de tudo a qualquer custo. Arianos também são muito nervosos e hiperativos devido ao a todo o fogo desse signo regido pelo planeta Marte. Eu sempre me achei, e todos sempre me acharam, o mais calmo, o mais doce (às vezes). E, por isso, eu sempre fui meio decepcionado comigo mesmo, até achar a estória do ascendente e descobrir que meu ascendente em em Câncer, que é o signo mais calmo, mais meigo e mais familiar do zodíaco. Daí, eu pude perceber as familiaridades. Com todas as pessoas que eu amo, eu sinto a necessidade de pensar neles como uma família, na qual eu sou o pai, que trabalha por todos, a mãe, que remedia e ampara os filhos, o irmão mais velho, no qual você busca um conselho, o irmão mais novo, que te diverte, e a irmã, à qual você confia seus segredos. Eu sempre sinto a necessidade de estar perto das pessoas que eu amo, além de ser doce com as pessoas que me afeiçoam. Por isso, sou canceriano.
E, depois disso, vim perceber que a influência de Áries é mais sutil e que Câncer o equilibra. Quando fico nervoso com alguma situação, eu fico muito nervoso, mas Câncer dá um jeito de não deixar que isso exatravase ou que isso tenha o mínimo de impacto possível, por causa do meu medo de machucar os meus entes queridos. Num grupo de trabalho, apesar de tentar sempre dar as direções, gosto de ouvir a opinião dos outros e acolhê-las quando necessárias.
Eu sou mais ariano na impulsividade, no sexo, na entrega aos sentimentos. Eu sou mais canceriano na delicadeza de tratar das relações de amizade, de família, etc.
É, esse sou eu. E chega de papos astrológicos por hoje.
sábado, 7 de agosto de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Fraco
Sabe o que eu queria fazer? Eu queria é dar um beijo na sua boca no meio de todo mundo, inclusive na frente daquele babaca. Mas eu não consigo.
Não é loucura, é só o que eu sinto, L.
terça-feira, 13 de julho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Não ficção
Eu não vou dizer que elas acabaram me decepcionando porque são superficiais. Não vou dizer isso; simplesmente, não é o tipo de coisa que quero pra mim. Estou sendo egoísta? Sim. Ser humano é ser egoísta, e não de uma forma ruim.
Me dá um desconto, moço, porque eu tentei fazer essa coisinha não parecer ficção.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Segunda Bifurcação
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Mãos
Também desabafa. Conta o que sente. Chora. Às vezes, por besteira. Às vezes, por saudade. Às vezes, por fé. Muitas vezes, eu não entendo. Coisa de mãe que sofre já ao pensar que vai "perder" o filho. Coisa de mãe que reza com o terço nas mãos. Coisa de mãe que se emociona com a missa das cinco da manhã que passa na televisão. Mãe católica. Filho ateu (ou quase isso).
E reprime. Ô mulher pra reprimir. Nunca vi!
Foge um pouco dos padrões, mas posso afirmar que é sagitariana.
E, pra rimar, ela nunca leu 'Sagarana'. De que importa? Eu nunca li também. Quer dizer, eu não tenho estado muito pra os livros ultimamente.
Mas vai me mandar carurú, vatapá e bacalhau. Típicas baianices. Pra me fazer feliz, ué.
Só pra eu lembrar, nesta merda, que existem coisas importantes pra mim.
Pra pingar minha cara de lágrimas. Só pode ser.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Oceano de Tudo
Eu é que quero inspirar música e confundi-la com vida;
Eu é que quero o finalzinho do infinito do horizonte;
Eu quero é que o mundo e as pessoas se mostrem magníficas,
Porque eu sei que eu é que não sou.
E nós, aqui, em paz, é que os somos todos em si,
Nas mais infinitesimais gotas dos grandiosos oceanos.
Eu é que quero não ignorar ser nem experiência alguma:
Não importa, tudo é valioso.
Eu é que quero todas as caixinhas, todos os vestidos, todas as mulheres,
Os homens, as filhas, todos os velhos, os mudos, os pássaros e os veados:
Todos dentro de mim.
Eu é que quero buscar, ganhar – nada de perder-,
E fazer tudo no maior desconcerto.
Porque a vida de ninguém se perde no conforto da solidão em vão:
Há olhos para tudo,
Há bocas para oprimidos.
Eu é que não quero me trancafiar num microcosmo.
Eu é que, em mim, sei que amo.
Amo, amo demais. Mil vezes, se possível.
Mas não me irei tolhir, nem aprisionar a um ser:
Um homem, uma mulher.
(E eu que sou o tolo)
Pois há dias para se transcorrer;
E pensamentos para se transgredir:
Tudo em seu tempo.
Mesmo que não, é tudo arranjado.
Assim me digo em dia:
Há tudo para tudo,
E isso já deu o que tinha.
Eu é que sou bobo.
E nós, aqui, em paz, é que os somos todos em si,
Nas mais infinitesimais gotas dos grandiosos oceanos.
Foto by Vladlena Shevelova
Os dezesseis
Não é como o Johnny Rotten, front-man do Sex Pistols, disse. Os dezesseis anos não são necessariamente uma idade em que você acha que conhece tudo e não sabe de merda nenhuma dessa progressão linear temporal que é a vida. Pra mim, está sendo uma idade atribulada em relação ao 3º ano: a obrigação e o dever meu de cumprir o vestibular, etapa necessária na vida de qualquer novo burguês. Mas, ao mesmo tempo, é uma idade em que você pensa muito e questiona muito – algo que eu já faço desde os quinze- e suas idéias vão se consolidando. Creio eu, pobre adolescente sabe-tudo, que ele é que se enganava pelo fato de estar descobrindo o mundo e confundir isso com a solidificação definitiva da porra do pensamento.
terça-feira, 30 de junho de 2009
A fêmea
Eu sempre sinto que tenho uma alma feminina em mim. Noto isso pelas minhas mãos - a fêmea que existe em mim se aprisiona nelas.
E nem por isso, muito pelo contrário, eu tenho medo de admitir isso. Me sinto um pouco dos dois. É algo interessante de se sentir: ser homem e mulher.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Conceito estético
sempre procuro desesperadamente,
no meu criadouro de gatos,
pelo de olhos mais cegos.

