sábado, 10 de setembro de 2011

II

o gato que se enrola por entre uma horda de desentendimento. uma desculpa que se perde e não traz diferenças. a mão se prostra diante do altar e expõe suas dúvidas hediondas. ódio destilado em fração de segundos. o que ele pensa? quais são essas dúvidas? de certa forma, um silêncio se instala em meio à fumaça, à profusão de ruídos de automóveis. uma desgraça esfola as nossas peles sensiveis, obscurece os faróis dos carros e motocicletas. um pouco de esclarecimento e a grande merda surge, de vez em quando. outras duvidas sobre sentimentos perdidos, sentimentos de perda, sentimentos ocultos em gôndolas de mercado. serpentes gasosas se desenrolando em circulos de fumaça se moem que nem o gato que se desenrolou, desentendido, e se atirou do sétimo andar para o horizonte.

Um comentário:

Rita Loureiro disse...

"uma desgraça esfola as nossas peles sensiveis,"
Durante muito tempo tive essa sensação de ser uma estranha, pária, e ainda a tenho, menos quando estou com você. ela desaparece e aparece a aceitação, o estar junto em conjunto. Sensação de ser gente poema e só me esfolar, hoje, conheço a tua pele. : *