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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

líquido


deslizando eu risco
o céu em pleno
movimento

girando eu sorrio
com minhas três faces
e lambo a cara de deus

abro o último botão
uma pétala escorre
líquida ambivalente

sete dias por hora
brumas que se encharcam
e me inundam a umidez




quinta-feira, 22 de setembro de 2011

skammen

o rio se desdobra
no meu interior
estalgmite até o céu


à minha propria moda
te encobres
de desperdicio

um passo
outro pé
escada vencida

ave pelugem
me aquece
o inverno

deitas de meia barriga
morres à meia lua
à meia luz desabrochas

thnan birhhs meta
trazer jwkr p0ngw
gtttws entendimento jjhhuu

removível na essência
estático em estrutura
feminina nas mãos

um lado das mãos
que vossos olhos
tais faces
doce perturbação

ave feiura
escala a minha trinca
de tic tac tic tac créq

analog

para em frente à porta
lambe os cabelos
deixa uma caneta escorregar pelo véu

sábado, 4 de dezembro de 2010

pós-moderninhos

não se faz mais História
como antigamente
nos novos tempos
se faz Burocracia.

domingo, 21 de novembro de 2010

vinho

Preciso encontrar
Na Lua
O que me deixa
Desfigurado

g a y

A única explicação esclarecedora que vem a mim para a rejeição dos homossexuais/bissexuais/transsexuais (ou melhor, não-heterossexuais) pela sociedade é que esta é a mesma sociedade conservadora amedrontada/ameaçada pelo fato de terem de encarar e, consequentemente, aceitar outras Verdades que não as suas tolas e podres Verdades. Pior ainda para aqueles incógnitos que preferem não se identificar em nenhum grupo. Eu vejo tudo, homens e mulheres, como Amor. E, para mim, isso basta.


cada um tem
seu caminho
na Justiça
eu não confio

Deixei de ser
Metamorfose ambulante
Quando passei a ser
Urubu falante



















"Nem por isso eu deixo de mudar"


les jeunes

Cueca mijada
Cabelo despedaçado
Arma em punho























by Larry Clark
Lua cheia
Sem drinks
Sem amor
Sólidão


sábado, 20 de novembro de 2010

não cague
no prato
que come.






















by Robert Mapplethorpe

domingo, 17 de outubro de 2010

Conceito estético

quero caçar olhos cegos
numa enorme resma de gatos
o meu amor me acorda com um beijo
o cotodiano,
com o despertador.
o que uma montanha não diz
um rio ensina.
a vida é uma flor
e cada pétala
um eu.

domingo, 1 de agosto de 2010

Pequena Poesia Curta

Te olho
Te vejo
Te amo


As costas
E as cinturas
Se incinuam sensualmente
Por baixo da camisa de algodão.


O gato nada mais tem
Que um par de patas, rabo, pêlos
E uma liberdade de espírito invejável.


O dia corre devagar
Em direção a um único fenômeno.
Que todas as horas sejam fenômenos marcantes.


It's just water
What I've got to give you.
And liquid what I bring from you.
Exija mais de mim.


Gosto do macho-fêmea
Meu similar
Que não requer macheza da minha feminilidade.


Carros
Colidem
Rua de mortos.


A boca descontrolada
As palavras intermináveis
A doçura nas suas entranhas.
Cativo.

Parachutes

Pessoas de pára-quedas
Doces e gentis
Pousam em minha vida.